Quanto rende investir em educação financeira?
O Banco Central agora consegue responder.
Estudo revelou que alunos instruídos tiveram maior disposição para poupar, empreender e planejar.
A educação financeira aumenta a disposição dos indivíduos para empreender e poupar, assim como amplia a capacidade de evitar dívidas mais caras.
Assim, o que em geral é uma percepção, pela primeira vez, foi comprovado por um estudo científico conduzido pelo Banco Central, em parceria com o Banco Mundial.
Batizado de 'O impacto de longo prazo da educação financeira no Ensino Médio: Evidências do Brasil', o trabalho iniciado em 2011 onde um grupo foi selecionado para receber um curso de um ano e meio sobre temas como orçamento pessoal, trabalho, economia do país e do mundo.
Desses, os pesquisadores acompanharam registros da vida financeira por nove anos.
Os resultados:
- Os estudantes submetidos ao programa de educação financeira fizeram 6% menos uso de crédito rotativo ou parcelado com juros associados a cartões.
- A chance de usarem o cheque especial foi 8% menor, enquanto a de pagar empréstimos com atrasos ficou 5% abaixo.
- 10% mais chances de serem microempreendedores individuais.
- Os integrantes do chamado grupo tratamento mostraram maior intenção de poupar, administrar dinheiro e usar orçamentos.
- "Mesmo após 10 anos, houve evidências de mudança de comportamento", disse Gabriel Garber, do Banco Central, um dos autores do estudo.
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